COMO FAZER INOVAÇÃO DE PRODUTO [O GUIA ESSENCIAL]

Inovação de produto (e serviço) é uma das modalidades mais praticadas por empresas experientes e também pelas principiantes.

Como o acesso a materiais e conhecimentos ficou mais democrático, ideias estão se transformando em produtos como nunca se viu antes.

Do pequeno empreendedor à agressiva multinacional, todo mundo pode inovar, desde que se saiba realmente porque a iniciativa de inovação surgiu.

Neste artigo, você verá o guia essencial da inovação de produto dividido nos seguintes tópicos:

Vamos ao primeiro tópico.

A BASE DA INOVAÇÃO DE PRODUTO

 

Para fazer inovação de produto, a base é a identificação de duas variáveis cruciais:

  1. Demandas latentes
  2. “Buracos do mercado”

Dois pontos que por vezes são ignorados até mesmo por grandes empresas que confiam muito na “eterna” soberania de suas marcas ou no “retrovisor” do cenário econômico.

As demandas latentes fazem parte de um fundamento que sempre menciono aqui no blog, já que é o coração de qualquer negócio: a exploração de incômodos e desejos de determinado público-alvo.

Essencialmente são problemas com urgência para serem resolvidos ou sonhos com urgência para serem realizados.

Já os “buracos do mercado”, também chamados de “espaços vazios”, são falhas nos produtos/serviços existentes.

Tais “buracos” trazem grandes oportunidades para quem esteja disposto a eliminá-los por meio da inovação.

Empresas ou empreendedores que trabalham nestas bases estão um passo à frente no desafio da geração de valor.

Trata-se de um processo simples de entender, mas trabalhoso para executar.

 

FATOS REVELADORES SOBRE A INOVAÇÃO DE PRODUTO NO BRASIL

 

Fatos interessantes (alguns nem tanto) revelam o que está por trás da “maquiagem”, o verdadeiro panorama do cenário caótico e das oportunidades do ambiente de negócios, tanto nas capitais quanto no interior dos estados brasileiros.

Primeiro, pela fama que a inovação ganhou por meio dos casos de sucesso de algumas empresas, tem sido comum um erro repetidamente fatal;

A criação de produtos que são “inovadores” apenas na imaginação de seus criadores.

Por mais que o conhecimento de inovação tenha se espalhado, é comum ver “alucinações mercadológicas”, não somente em produtos, mas nos outros tipos de inovação: serviços, processos, marketing, gestão ou modelos de negócio.

Quem já ouviu falar no mestre dos mestres em negócios inovadores, o célebre Steve Blank, sabe que uma de suas clássicas frases é:

Nenhum plano de negócios resiste ao primeiro contato com os clientes.

Um produto só pode ser considerado inovador se acontecer uma coisa:

O público-alvo comprar.

Trocar o dinheiro deles pelo seu produto.

Esse é o indicador definitivo de adoção e de inovação que só tem um significado: gerar dinheiro novo, trazer uma receita que você não tinha.

Não importa se você já tem uma empresa consolidada ou se está em busca de saber como abrir um negócio com pouco dinheiro.

As “alucinações em negócios” acontecem por falta de método para a inovação de produto e pela cegueira que o excesso de ego provoca no empreendedor.

Por isso, insisto que é preciso adotar a inovação sistemática, para que os verdadeiros objetivos das empresas sejam alcançados.

Por outro lado, e para a alegria de quem tem um ou mais negócios, a sociedade moderna, que vive cada vez mais acelerada, acaba gerando mais demanda para a inovação de produto porque novas necessidades e desejos surgem a cada dia.

Tenho falado sobre a multiplicação e o afunilamento dos nichos de mercado nas palestras motivacionais que faço em todo o Brasil.

Os anseios dos clientes estão cada vez mais específicos, com demandas peculiares e novas.

O macro ambiente de negócios agora se reparte em unidades menores; segmentos, nichos e inclusive super-nichos ou micro nichos.

Veja a figura:

Esta ultra segmentação se reflete até mesmo nas buscas do Google:

Perceba como o desejo de emagrecer se revela como uma tarefa bem específica, caracterizando um micro nicho.

Nas expressões digitadas revelam-se intenções de busca totalmente detalhadas, caracterizando uma ultra segmentação bastante interessante:

“como emagrecer rápido para o casamento em uma semana”

“como emagrecer rápido para o casamento em 3 dias”

“como emagrecer rápido para o casamento em 2 dias”

“como emagrecer rápido para o casamento em uma semana”

Para finalizar “a remoção da maquiagem” quando o assunto é inovação de produto, preciso dar um alerta importantíssimo:

Muita gente pensa que inovar é “a salvação” para todos os males, quando na verdade inovar pode ser “a maldição” de um negócio. Muito pior do que não inovar é inovar do jeito errado e na hora errada.

“O tiro pode sair pela culatra” e o que era para trazer lucro pode acabar trazendo prejuízo total, “decretando a morte” de um negócio.

Ao contrário do que o senso comum nos leva a acreditar, a inovação é regida por um grande paradoxo; bem e mal, que habitam a existência humana, também coexistem no universo da inovação.

É por isso que a inovação de produto ou qualquer outra modalidade precisa ser vista como uma ciência, para que saibamos o que estamos fazendo, mesmo diante das contradições que o mercado traz para todo e qualquer empreendimento.

Portanto, método, cuidado e planejamento são muito bem-vindos.

 

PORQUE MUITOS FALHAM NO PROCESSO DA INOVAÇÃO DE PRODUTO

 

Inovar não é sorte.

A sorte pode “dar uma forcinha”.

Mas inovação é ciência e há método para isso.

A intuição humana é fantástica e deve sim ser levada em conta na hora de inovar.

Ideias inovadoras para empresas surgem muito a partir da intuição.

Mas no mundo atual não podemos contar só com ela.

Estamos no ápice do caos quando se fala em probabilidades de acertos e erros em negócios.

Muitas empresas falham no processo de inovação, principalmente por falta de experiência, por ingenuidade ou por confiar demais na intuição.

Falando de forma mais concreta, aqui estão algumas das falhas mais comuns no mercado brasileiro:

  • Construir um produto sensacional, mas que não vende (o produto certo para o público errado);
  • Criação de “elefantes brancos” (produtos ou empresas grandiosas demais, sem que haja uma demanda comprovada; tão grandiosos que não há clientes o suficiente para eles);
  • Produto inovador com precificação errada (preço alto demais ou baixo demais);
  • Criação de produto sem qualquer pesquisa de mercado (acredite isso acontece muito, muito mesmo);
  • “Apaixonamento” pela versão beta do produto e consequente lançamento precoce, com perdas catastróficas de tempo, dinheiro e esforço;
  • Demora para lançar o produto quando o protótipo já se mostra suficientemente bom.

A lista poderia se estender bastante, mas esses são os principais efeitos das falhas de inovação no Brasil.

Em verdade, tais efeitos também acabam se tornando causas, pois os fracassos contínuos retroalimentam o processo de falha no inconsciente coletivo e nas ações do dia-a-dia do empreendedor.

É por isso que considero que a inovação precisa ser tratada sempre como um processo, passível de gestão e métricas.

Só assim “a coisa” irá funcionar de verdade.

 

COMO FAZER INOVAÇÃO DE PRODUTO NO SEU NEGÓCIO

Agora veremos como fazer inovação de produto na prática.

Considere as seguintes observações a respeito das 4 opções de pontos de partida que apresento abaixo:

 

4 PONTOS DE PARTIDA PARA INOVAÇÃO DE PRODUTO
O começo de uma inovação pode ser:

1 – Uma ideia de produto ou serviço

2 – Um público-alvo

3 – Problemas e sonhos de pessoas ou empresas

4 – “Espaços vazios” no mercado

Por isso, estes pontos de partida foram enumerados e possuem um certo grau de flexibilidade sequencial, já que cada um deles é válido para iniciar a inovação de produto.

Isso torna a atividade dinâmica o suficiente, ao mesmo tempo em que mantém o sequenciamento que um processo proporciona por natureza.

Que fique claro que quaisquer um destes 4 pontos de partida pode ser o seu “start” de inovação, desde que você passe pelos demais, independentemente de qual escolher primeiro.

Vou explicar cada um deles:

Ponto de partida 1 – Escreva sua ideia caso ela já exista

É comum alguém ter uma ideia de produto ou serviço; “do nada” surge um pensamento interessante para criar algo que pode vir a ser adotado e utilizado por muitos.

Tem gente que simplesmente enxerga possibilidades e já imagina um produto ou serviço pronto, resolvendo problemas reais do mundo real.

Há algum tempo atrás, um ex-aluno meu simplesmente apareceu com uma ideia de produto que particularmente achei genial (não vou revelar, pois não tenho autorização).

Ele tem um “perfil inventor” e já apareceu com várias outras ideias interessantes que se enquadram tranquilamente na inovação de produto.

Não posso afirmar com certeza, mas pelos rumores que sempre estiveram presentes e pela história contada no filme de Steve Jobs, o IPhone parece ser um exemplo de inovação que pode ter sido criada a partir da ideia de um produto (e não a partir do público, problemas/sonhos e espaços vazios no mercado).

Como o Jobs era muito visionário é possível que sua intuição tenha “ligado os pontos” trazendo à tona a ideia do produto em si.

Como existe a possibilidade de um produto “pipocar do nada”, minha recomendação é:

Escreva sua ideia de produto ou serviço, procurando descrevê-la em linhas gerais e específicas, características, aplicações e claro, contemplando os outros 3 pontos de partida abaixo, que são cruciais para uma adequada visualização de sua adaptabilidade ao mercado.

Ponto de partida 2 – Defina o público-alvo

Toda vez que eu estive numa “rodinha” de pessoas interessadas em marketing ou empreendedorismo, ao descrever uma ideia de negócio frequentemente alguém me perguntava:

“Daniel, mas você quer lançar essa ideia para quem? ”

É o tipo de pergunta que traz ainda mais clareza para quem já definiu o público-alvo e que “encurrala” aqueles que nunca se perguntaram quem seria o alvo de sua ideia de negócio.

Definir o alvo é simplesmente crucial, até porque depois de saber se o público tem interesse em determinada criação é preciso saber qual o tamanho desse público.

Se há muita gente que pode se interessar e, se a proposta de valor fazer sentido a ponto de o público querer pagar pela solução, tudo ótimo!

A combinação de interesse, volume e adoção é o que desejamos ao criar um produto ou serviço.

Na prática é isso o que interessa.

Vivi esse processo há pouco tempo atrás quando estava elaborando o Método Minha Vez de Vencer®, meu trabalho de orientação para pessoas de meia idade que querem mudança de vida para alcançar seus verdadeiros e honestos objetivos.

Ponto de partida 3 – Identifique os incômodos e os sonhos deste público

Independentemente de o público-alvo ser ou não ser o ponto de partida para a inovação de produto que você está planejando é preciso entender as motivações de compra deste público.

Esse é um assunto que sempre falo nos artigos aqui do blog.

Até porque, o primeiro fator que fará o produto ou serviço ser mais fácil de vender (veja este artigo sobre como vender serviços) é a profunda compreensão dos incômodos e sonhos do seu público.

Como alcançar este nível de compreensão?

Há 3 formas:

1 – Observando o público alvo

2 – Perguntando

3 – Pesquisando nas ferramentas da internet

Vou explicar melhor cada uma delas:

A forma 1, observação do público-alvo, significa fazer uma observação direcionada que pode acontecer de forma ativa, mas é muito comum que aconteça de forma passiva.

Observação ativa é quando sabemos o que e porque estamos observando.

Observação passiva é quando despretensiosamente descobrimos algo.

Muitos negócios de sucesso no mundo todo nasceram porque alguém estava observando passivamente a realidade ao seu redor e assim enxergou uma oportunidade.

Quando o seguro de carro nasceu, provavelmente alguém percebeu que o índice de roubos a carros particulares estava aumentando e decidiu criar um modelo de negócio capaz de trazer “sossego” para donos de automóveis.

Quando a violência nas grandes cidades aumentou assustadoramente, algum observador provavelmente percebeu que os bairros seriam as próximas zonas de insegurança e teve a ideia de criar uma “patrulha particular”, que são os motoboys que fazem ronda nos bairros das metrópoles brasileiras.

Quando as pessoas passaram a ter mais animais de estimação, algum observador provavelmente percebeu que a demanda de cuidados e alimentação para animais iria aumentar e assim nasceram os petshops.

A forma 2, perguntar para o público é entrevistar pessoas (físicas ou jurídicas) que fazem parte do grupo de controle ou público alvo.

É o que chamamos de pesquisa exploratória, em que descobrir o que os incomoda, dificuldades, aborrecimentos, desejos, sonhos, aspirações é o foco.

Quando comecei a criar meu método de mudança de vida, comecei a conversar com pessoas que se enquadram no público alvo, perguntando sobre aspectos dos quais eu suspeitava que poderiam apontar para a descoberta de incômodos e sonhos.

As perguntas eram em sua maioria abertas e quando observava algum padrão repetindo em respostas de muitas pessoas, afunilava na compreensão usando também perguntas fechadas.

A forma 3, pesquisa nas ferramentas de internet consiste em explorar termos ou expressões que as pessoas estão buscando principalmente no Google.

Há ferramentas que mostram esses termos com altíssimo nível de precisão e inclusive de quantificação.

A primeira é o Google Suggest, que são aquelas sugestões que se auto completam quando digitamos qualquer coisa na busca do Google.

Veja o exemplo:

Outra ferramenta é a Semrush que infelizmente é paga, mas é possível fazer um número limitado de buscas diárias cadastrando seu e-mail:

Por último há também a ferramenta KeywordPlanner Pro, que mostra os resultados das buscas também com um plano gratuito com limitado número de buscas diárias, mas bastante eficiente:

Ponto de partida 4 – Identifique “buracos” ou espaços vazios no mercado

Buracos ou espaços vazios são ineficiências, falta de qualidade ou potencial de melhoria contidos nos produtos existentes.

Milhares de pessoas estão insatisfeitas com os produtos e serviços disponíveis e isso abre uma enxurrada de oportunidades para quem pretende fazer inovação de produto.

Nesse contexto, uma simples inovação incremental (que é uma inovação de pequenas melhorias ou pequenos novos recursos) pode valer muito para quem tem coragem e disposição.

Quando surgiu o carro flex foi uma verdadeira inovação de produto, baseada em uma limitação dos automóveis até então.

O fato de ser possível abastecer com gasolina ou álcool naquela época foi simplesmente fantástico, apesar de que hoje, é praticamente nada.

Atualmente temos o exemplo dos drones, uma grande inovação de produto que é exemplo de crescimento e entrega de cada vez mais valor por meio da percepção de espaços vazios no mercado.

Desde a criação do primeiro drone nos anos 60 e seu uso militar nos anos 80, este produto tecnológico vem aproveitando seu potencial por meio de mentes inovadoras que encontram mais e mais aplicações para o mesmo.

No vídeo abaixo podemos ver o uso de um drone para pesca, conhecido como drone fishing:

 

IDENTIFICANDO BURACOS OU ESPAÇOS VAZIOS
Para encontrar os buracos do Mercado é preciso estudar os produtos dos seus concorrentes ou explorar os incômodos e sonhos conforme expliquei acima no ponto de partida 3.

Estudando os produtos da concorrência, suas funcionalidades e principalmente a experiência dos usuários é possível detectar arestas que após uma boa análise, indicarão se pode valer a pena um investimento na inovação de produto neste caso.

Mapeando detalhadamente os incômodos e sonhos do público alvo, especialmente os incômodos, insights poderosos podem surgir como um indicativo de demanda e consequente solução através da sua inovação.

Faça um protótipo e teste

Tenha você iniciado por qualquer um dos pontos de partida acima, chegamos agora a uma fase que é crucialmente indispensável para a inovação de produto: a prototipagem.

Seja na criação de produto do zero ou na melhoria de um produto que você já tem é crucial testar e validar antes de escalar a produção.

O protótipo de um produto é basicamente a construção de uma versão beta, que pode ser produzida de forma mais rudimentar dependendo do contexto ou algo mais elaborado e fino, desde que o custo para tal seja infinitamente menor do que o custo estimado para uma produção em grande quantidade.

Se no seu caso o produto for um serviço, o mesmo raciocínio se aplica.

Porém, o protótipo aqui é menos tangível e na prática é a própria execução do serviço para poucos clientes-alvo, que farão o papel de grupo de controle.

Como exemplo, imagine que você criou um aplicativo jamais visto, que vai cumprir uma tarefa que é necessidade de muitas pessoas.

Antes de pensar em “injetar” dinheiro neste app é preciso saber se o público vai gostar dele, se ele será percebido como você imaginou e se as pessoas estão dispostas a pagar por ele caso seja pago, ou se é possível monetizar com outras fontes de receita que não sejam procedentes do próprio usuário.

Então você precisa criar uma versão beta deste aplicativo e fazê-lo chegar a um grupo reduzido de usuários (um grupo convidado, um grupo de clientes que você já tem, um grupo de fornecedores) e ver como “a coisa” se desenrola na prática.

Similarmente, o raciocínio se aplica a um produto, seja para pessoas físicas ou jurídicas.

A criação de uma versão de teste e a seleção de grupo de controle reduzido é o DNA da prototipagem que tem a função de trazer feedbacks e evitar o desperdício de dinheiro como muitas empresas ainda o fazem por falta de um processo estratégico de inovação.

Enquanto a versão beta está sendo criada e testada, recomendo fortemente que você também crie uma página virtual com um vídeo e um formulário de cadastro de email e/ou um número de WhatsApp, para que pessoas que se interessem pela proposta do seu produto possam se cadastrar, participar dos testes e serem avisadas sobre as novidades e sobre o lançamento do produto.

Ela deverá se parecer com esta:

Lance o produto

Por último, depois que o nível de aceitação se mostra alto e os clientes se mostram dispostos a pagar é hora de lançar o produto.

Se você seguir minha recomendação de criar uma página virtual para que pessoas interessadas se cadastrem, provavelmente seu lançamento terá alguns pontos de vantagem, pois estes interessados podem ser os primeiros compradores do seu produto.

Esta página pode ser inclusive anunciada através do Facebook para empresas e do Google Adwords e também pode ser enviada diretamente para clientes em potencial que você conhece e que seus amigos conhecem.

Fazer com que seus alvos fiquem sabendo do produto e da data oficial de lançamento é importantíssimo.

Você poderá usar os próprios anúncios do Facebook e do Google na fase do lançamento também.

Quanto mais gente souber mais chance de vender.

Por fim, digo que as oportunidades para a inovação de produto sempre existem e sempre existirão.

Observar sempre, questionar sempre, aliar ciência e intuição e partir para cima dos testes é a frase que resume o processo da inovação de produto.

Eu desejo que você arrebente!

Quem sabe a gente se encontra no próximo evento na sua empresa, na próxima convenção ou em algum encontro de negócios pelo Brasil ou pelo mundo!

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